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O blog Info e Vida é destinado a falar sobre tecnologia, seja ela software ou hardware, trazendo dicas, conceitos, opiniões, reviews e tutoriais do mundo da Informática.

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Sou Analista de Sistemas a mais de 12 anos, trabalhando com linguagens como Visual Basic 6, C+, Vb .net, C# .net, Asp .Net e bancos de dados como Mysql, Firebird, Sql Server e Oracle...

Linux, cade a padronização?

Tava lendo um post da Isis (que quem conhece sabe bem a capacidade e inteligencia daquela Guria... e brabeza tb [;d]), então vi um post no blog dela, sobre usabilidade do Fedora 9:

http://strufts.blogspot.com/2008/11/fedora-9.html

Depois dizem que padronização é do mundo fechado.
Ela usa OpenSuse como eu, mas, sabe muito mais de Linux do que eu, mesmo assim viu um monte de erro, tipico de quem mudou de de uma distro linux, pra outra.

O que pega aqui é o fato que uma das primeiras coisas que ela teve que fazer foi ir a Wiki/Google pra entender como a distro funcionava, sendo que as coisas mais básicas, como por exemplo, adicionar repositórios, mudassem de tal forma, que somente o google ou Wiki, ajudaram.

Não entro na questão, se é ou não fácil, melhor ou pior, se tem que ser assim ou assado, só entro na questão de usabilidade.

Se todos por exemplo, tivessem apenas um tipo de pacote, por exemplo "RPM", onde não importa-se a distro, versão, local, senha, usuário, cidade, estado, país, planeta, universo... eu pudesse instalar o que eu bem entende-se, da mesma forma (ou clicando ou via CLI pelo mesmo comando sem mudar uma letra) sempre, não seria melhor?

Porque será que as distros em si, se esforçam pra ser tão diferentes uma das outras, justamente naquilo que deveriam ser iguais?

Imagine se o windows vista Home Premium instalasse a fonte ou algum programa de um jeito, windows vista home basic de outro... windows vista ultimate de outro... alguem duvidaria que a microsoft teria problemas sérios?

Obviamente, alguem vai me dizer: "mas, é só compilar", sim, mas usuário comum somente quer instalar, ficar compilando e por ventura "sair correndo atrás de dependências" quando elas não forem encontradas (e isso ou deveria ser problema da distro ou do desenvolvedor do software? pra quem fica o pepino?), não é nada atrativo para usuário comum, que por sua vez, não vai usar, mesmo.

Outros, podem afimar algo sobre o "alien", que transforma pacotes (como por exemplo .RPM em .DEB), porém, estou falando em padronização e não "gambiarras". Criar um monte de termos (apt, zypper, rpm, yast, deb, yum, pacman, etc...) para fazer justamente a mesma coisa.

E detalhe, muitas vezes, programas que são compilados num tipo de pacote, por exemplo, RPM, pode funcionar no Red Hat, mas, talvez não funcione no Mandriva ou OpenSuse, que tambem usam o mesmo tipo de pacote.

Seria mais ou menos, que um instalador feito pra rodar no vista, só funcionasse no vista home premium, todos os outros você teria que ir pro google tentar encontrar um ".exe" empacotado para o seu vista ultimate, outro pra business, outro pro Basic.

Isso me lembra duas frases:

1 - Liberdade não pode ser confundida com "cada um faz o que bem entender".
2 - Pra que simplificar se pode complicar?


No dia que o Linux em si, puder dar liberdade para o usuário (e não para os desenvolvedores, sentiu que hoje isso esta invertido né?), dele sentar na frente de um computador, independente da distro e maquina, puder usar o básico (entre eles instalar algo), sem que tenha que recorrer a algum meio (como wiki, google, forum), tenho certeza que a rejeição com Linux, diminuirá, muito.

Quando souberem diferenciar quem quer entender do sistema para quem quer simplesmente usa-lo, tenho certeza que o Linux vai dar um salto de qualidade no quesito usabilidade, porque como sistema, qualidade não falta.

6 comentários:

  1. isis disse...
     

    Acho que o problema nem é ter que ir na Wiki porque eu tenho internet. O Suse inclui uns guides (e até alguns livros via .rpm), mas eu acho muito escondido.

    A dependência da Internet ainda é grande p/ aprender a usar direito (pq sair clicando e batendo tecla qualquer macaco faz). Mas tem gente que tem e reclama. Aí entramos em outro terreno (vide charge do Nebulosa bar).

    Um dos desenvolvedores do KDE aqui no brasil comentou lá no post. Eu não adotei KDE 4 porque pra mim ainda tá verde.

    Uma coisa sobre instalação de pacotes: existe o autopackage, mas eu não vejo muita coisa nesse formato e o que é regra é instalar coisas de sistema no formato nativo e perfumaria com autopackage. Então a padronização de pacotes (mesmo que só as distribuições que usem rpm decidam tentar) pode não acontecer nunca.

  2. raelmaxi disse...
     

    Padronização como assim?! Distros derivadas da mesma usam o mesmos tipos de pacotes, como derivadas do Debian usam o .deb, redhat, usam .rpm, e por aí vai!

    Esse lance de padronização é meio utópico. :]

  3. José Ricardo disse...
     

    Kra faz muitos anos que eu uso o Kurumim em minha casa e tenho postado em foruns ,conversado com muita gente s/ isso,os geeks do Linux tem q entender io seguinte:qdo vc tira carteira de habilitação ,vc vai dirigir um veiculo e não vai ser mecanico,então qdo sentamos na frente de um pc queremos usa-lo e não disseca-lo,ate hoje tenho dificuldade pra instalar programas no Linux,o dia que o Linux se tornar "USAVEL",Tio Bill,começa a chorar,mas como expliocar pras pessoas que se vc quiser instalar um pacote,vc tem que compilar ,ta na hora de se criar umas comunidades como esta pára realmente popularizar o Linux,sera q eu to me fazendo entender ou amanhã algum geek vai postar dizendo q o povão tem preguiça de ler etc..,porque isso ja me aconteceu!!!!!!!!!!!!!

  4. Alex Góes Fuhrmann disse...
     

    Falo bonito!
    Também acho que deveria existir um pacote por padrão. Ia ser bem melhor. Quando eu comecei com linux, no Mandriva, tentei instalar o amsn, mas não consegui, foi então que me toquei que a extensão usada por sistemas operacionais linux eram diferentes. A solução é todo mundo usar Ubuntu mesmo. =D
    Se os produtores das distros não fazem isso, a gente faz. huahuahua
    Como você disse, elas deviam se unir, para combater um mal comum, o Windows, e não ficarem competindo entre si.
    Tai minha opinião. Flw.

  5. Anônimo disse...
     

    Falo bonito!
    Também acho que deveria existir um pacote por padrão. Ia ser bem melhor. Quando eu comecei com linux, no Mandriva, tentei instalar o amsn, mas não consegui, foi então que me toquei que a extensão usada por sistemas operacionais linux eram diferentes. A solução é todo mundo usar Ubuntu mesmo. =D
    Se os produtores das distros não fazem isso, a gente faz. huahuahua
    Como você disse, elas deviam se unir, para combater um mal comum, o Windows, e não ficarem competindo entre si.
    Tai minha opinião. Flw.

  6. José Ricardo disse...
     

    Brigado Alex,mas vamos continuar esta discussão,dizer pros "geeks" de plantão que até hoje no Brasil tem uma porrada de cursos de informatica,lotados com pessoas apreendendo a usar o Word e iniciantes,entendam q aqui tamos no jdim da infancia da Informatica,então se meia duzia se considera a "Elite"e se tranca num quarto e fica discutindo se é melhor o GRUB ou o LILLO,se rpm. é melhor que deb.e etcsss,nunca chegaremos a lugar nenhum em Uncle Bill continua vendendo aquela bomba do Vista adoidado e rinda á toa.vamus abrir a cabeça,temos gente muito boa aqui,aqui mesmo neste Forum,tem muta gente q poderia fazer grandes coisas e fazer Tio Bill perder o sono!!!!

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