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Sou Analista de Sistemas a mais de 12 anos, trabalhando com linguagens como Visual Basic 6, C+, Vb .net, C# .net, Asp .Net e bancos de dados como Mysql, Firebird, Sql Server e Oracle...

.Net: Mocinho ou Bandido?

Há algum tempo atrás, foi falado muito sobre o quais as vantagens de se migrar ou não para a tecnologia .net, da microsoft.


A minha principal razão de escrever isso não é para te evangelizar a favor ou contra, apenas de faze-lo ver os pontos bons e ruins.
Muitas pessoas dizem não gostar pelo simples fato de ser uma linguagem interpretada (ou seja, ele roda sobre um subsistema, o caso o framework e o Jit) e não compilada (exe comum).
Mas, se esquecem de simplesmente verificar por um outro lado, afinal, sendo interpretada, em qualquer lugar que o framework funcione, seu sistema vai funcionar.


Por exemplo, o Mono (extensão(!?) do .net para Linux e Mac), roda com perfeição (ou quase) aplicações feitas em .net, desde que não use apis especificas de algum sistema (o que acontece com qualquer linguagem ou tecnologia de programação) ou winforms (que a pouco tempo foi integrada e escrita inteiramente no mono), tente procurar sobre um programa até popular no windows, conhecido como Paint.Net (feito em C# e framework 2.0), olhando fotos antigas dele no linux e vendo fotos hoje, com o mono 2.0 quase que praticamente já escrito, é brutal.


Sem contar que este mesmo programa poderia ser escrito em Visual Basic .net, C++ .net ou j .net, sem perder qualidade ou desempenho. Afinal, na plataforma .net, quando é feita a compilação, a linguagem se torna um arquivo intermediário, para o JIT (Interpretador Just In Time, ou seja, ele é que faz funcionar o arquivo) interpretar e roda-lo.
Em outras palavras, não importa em qual linguagem você escreva, o arquivo final gerado, será o mesmo, dessa forma, você usa Linguagem x ou y, não por desempenho e sim pela sintaxe que ou você mais conhece, quer aprender ou prefira.


Aliás, sabendo apenas uma das linguagens, você será capaz de criar aplicações para Desktop, Sites (portais, E-commerce) de internet, intranet, pocket Pc... sem que você tenha que procurar uma linguagem para cada situação, isso com certeza é altamente produtivo.
Alem do que, ao compilar seu programa, toda vez que ele é executado pela primeira vez dentro de uma sessão, o interpretador otimiza a aplicação automaticamente, para que ele rode o melhor possível no micro...


Claro que nem tudo são flores, afinal, o arquivo .exe por ser interpretado, acaba consumindo mais memória, sendo mais complicado em usa-los em maquinas muito defasadas (entenda 586 ou 128 de memória), porem em maquinas simples, ele roda satisfatoriamente (eu mesmo tenho uma aplicação que funciona num Duron 950, com 256 de memória, Windows XP sem qualquer problema aparente e real de desempenho...), basta saber (e tirar) o melhor do que a ferramenta lhe passa.


Bom... numa próxima oportunidade, falarei com códigos e telas, alem de exemplificar os prós e contras a relação a Java...



Grande abraço =)


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